Publicado en Se cuida, Mulher!, Tem Flor

05 – Ela é Flor de Maio

1 de Maio, Dia das Maias.

Existe uma tradição dos antepassados, ligada a natureza e a deusa Maia, para bençãos, proteção e fertilidade.

Acontece na noite de 30 de Abril para 1 de Maio, chama-se “as maias”, “os maios”, “a flor do maio” ou se diz “pôr as maias à porta”.

A tradição está associada a festa Floralia, realizada pelos Romanos nos primeiros 3 dias de Maio, em honra da deusa Flora. Era uma festa à fertidade da Terra, onde as sementes, as flores e os bons frutos do novo ano agrícola eram consagrados a deusa.

O rito das Maias acontece na noite de 30 de abril para 1 de maio, onde as portas e janelas das casas devem ser enfeitadas com flores amarelas (representação da Luz e da Vida) e com bonecas de palha confeccionadas, desta forma ao raiar do novo dia, todo o vilarejo estará com belas flores exalando aroma agradável, o que acredita-se afastar maus espíritos e agouros.

Okay, flores amarelas prontas, mas quem é Maia?

Maia era a deusa romana da fecundidade. O nome “Maia” significa “pequena mãe” e era tradicionalmente dado a uma mulher idosa, ama de leite ou parteira.

A Maia Maiestas é a deusa da fecundidade e da projeção da energia vital, e personifica o despertar da natureza, da primavera e o renascimento.

O termo “maiêutica” seria derivado do nome da ninfa da Arcádia. O quinto mês do calendário juliano, o mês de maio (em latim, Maius), deriva do seu nome.

Maia foi mentora de seu filho Mercúrio, que era mensageiros dos deuses.

Maia também era uma boneca de palha de centeio, com direito a enxoval e joias. Talvez um dos símbolos mais perseguidos pela igreja, as bonecas. Não sou fã de bonecas (haha, sei!?), mas dei voz a todas que tive. E não foram poucas. Há um espírito que habita em toda boneca. Essa era-é a crença de muitos.

O deus dos lares, Saturno, costumava distribuir tais bonecas em festas que aconteciam no mês de maio. Já em algumas comunidades africanas, oferecer bonecas a mulher da casa, é sinal de fertilidade e descendência abençoada. No Japão a crença é doar bonecas de presentes ao novo casal, como símbolo de boa sorte. E as mulheres estéreis que conseguiam gerar filhos, fazem oferendas com cremação de bonecas no mês de setembro.

O rito da Maia segue com boneca ou não na porta. Indo para modernidade a boneca pode ser substituída por uma jovem mulher e as demais dançam numa linda e cativante roda. A boneca também é substituída por uma linda fogueira, onde invoca-se a energia da terra e do fogo, e as bênçãos da deusa da fertilidade.

Maia é mais um tema visto como pagão, muitas Maias queimaram na fogueira, sobretudo em decorrência dos maus conceitos religiosos impostos em outros tempos (em outros?), porém, ainda é muito celebrada com seus ritos e tradições bem diversificados ao redor mundo, com maior apreciação no hemisfério norte (onde também é associada a deusa da Primavera).

Existem outras lendas interessantes relacionadas a Maia que explicariam as tradições e rituais que envolvem sua figura.

Na Europa Central, uma das tradições mais conhecidas é o Mastro de Maio, onde é erguido com fitas coloridas atadas no topo, os jovens dançam ao redor do mastro, que faz representação à árvore da vida, e as fitas seriam a conexão entre o céu e a terra.

No Brasil, a dança é conhecida como “pau de fita”, é comumente vista no interior do Norte e Nordeste, em festas ciganas, e em algumas celebrações de casamentos. Aliás, muitos casais optam tradicionalmente por cerimônias de casamentos em Maio, sem nem saber dos motivos, que estão baseados em ritos e crenças de fertilidade, prosperidade e boa sorte materna.

Tá bom Cassie, e a Flor de Maio?

A Flor de Maio é a representante do amor, dos belos sentimentos, das afeições amorosas, dos bons relacionamentos, da fertilidade, das Maias, das Mães.

Ela é Flor de Maio, a Flor! 🌵🌻

A flor exótica que demora a brotar, demora a florescer, mas que traz consigo uma das mais belas energia, a do amor.

Ela traz na simbologia a essência do amor sublime, e, é relacionada as festas que simbolizam fertilidade, renascimento e vida, justamente por florescerem no outono, que no Brasil acontece entre março e maio e no hemisfério norte, entre setembro e dezembro. Ou seja, vão de encontro as festas de Páscoa e-ou Natal que trazem estas simbologias.

Quer fazer uma declaração ou presentear com amor?

Não tenha dúvidas, invista na flor que tem formato exótico e cores em tons delicados. Seja dia das mães, dos amigos, dos filhos, dos amantes, não importa, use e abuse da criatividade.

▪ Nome Científico: Schlumbergera truncata

▪ Família: Cactaceae

▪ Nomes populares: flor-de-maio, cacto-de-natal, cacto-de-páscoa, flor-de-seda.

▪ Origem: América do Sul, Brasil

A Flor de Maio é uma cactácea epífita originária do Brasil, em regiões específicas nas florestas do Estado do Rio de Janeiro, na Serra dos Órgãos e Serra do Mar, mas atraí observadores de vários lugares do mundo.

▪ A Flor

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04 – Gladíolo – O Prenúncio do Novo.

O Gladíolo

Não importa em qual hemisfério, quando um Gladíolo floresce é sinal que algo está renovando.

Em muitos países, quem anuncia a chegança da primavera com suas flores exuberantes e coloridas, é a Palma ou Palma-de-Santa-Rita, como é popularmente chamada, porém, ela é flor livre e não pertence a uma estação específica.

Gladíolo, cujo nome Científico é Gladiolus x hortulanus, que deriva do latim Gladius – Gládio, que significa espada, espada curta e de dois gumes, nome atribuído a planta justamente por suas folhas lanceoladas que acompanham belas flores.

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Segunda-feira, de carnaval.

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As ruas estão vazias, os centros em silêncios estranhos, e os bares com copos cheios e mesas sobrando cadeiras. Alguns turistas, os de sempre, são vistos nas praias e em alguma farmácia, Friburguenses, Mineiros, Argentinos, esses, já não são mais turistas, moram, trabalham, casam e choram não ter o calor de outros tempos.

Bom dia. Céu azul e nuvens indo visitar o Rio de Janeiro. Se Pedro resolver lavar as paredes dos céus, nada melhor que um samba antigo para embalar a faxina, ou uma marchinha para sinalizar que é segunda-feira, de carnaval. A segunda da festa “profana”, este ano de fato, sem as carnes, sem os churrascos trinta horas, sem viagens parceladas no cartão sem limites de responsabilidades, sem foliões brincantes, sem torneios de som em carros estacionados indevidamente nas garagens alheias. Ufa. Quase perfeito, se não fosse o motivo desse vazio.

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