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| As estrelas sobreviverão! |

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Terra do saber; valores.
Subitamente enamorada,
Fogo, céus, águas cristalinas,
Aroma do amor.

Alquimista do dia,
Dos alentos, só ficarão os céus.
Norteia as palavras em nuvens,
Traz sua voz no incenso.

Retornar…

Na luz dos raios, o brilho nas asas,
Sua vestimenta, o olhar de coragem,
Em breve escuridão, receios,
Em madrugadas frias;
Força!

As estrelas sobreviverão nos confins!

Restarão o caminho de retorno,
Sem casa, sem paredes, sem direção certa.
Restarão os aprendizados, as experiências,
A sabedoria do Ser.

Reconhecimento…

Tomar consciência de quem se é,
Tornar-se o que foi enviado pra ser.
Ser quem não se reconhece como tal,
Chegar onde nem imaginava; estar!

Manto de luz, velas acesas,
Água que reluz a cor não refletida.
Lava o coração, os olhos, o sorriso,
Experiencia a mente e o espírito.

Cura-me desse cinza, traz o silêncio que grita e sopra novamente o ar; dá vida.

Te trago, e como pólen transformo-te,
Transmuto, escondo-te em minha mente,
Te guardo no coração para o reencontro, Para a partida, para o encontro novamente.

No fim, só as estrelas sobreviverão como testemunha dos ansejos; dos desejos.

| do flerte a flecha |

Despir o espírito, em notas suaves de rosas.
Despir a alma, em notas sagradas de orações.
Despir o coração, em notas suadas de gratidão.
Despir o corpo, em notas ousadas de traduções.

Olhei, o corpo que trouxe,
Beijei a mão, e colhi as palavras,
Agradeci a voz, confirmei o canto,
Dancei o bramido que provocou.

São devidas proporções e fé há,
Supremacia e reverências.
Sonhos, visões, insgths evoluídos.
Dissertações proporcionais; tensas.

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Nem todo sentir é poético.

O desejo na mente é o mesmo. É facil escrever, mas, não é tão belo sentir.

Vontade “estranha”, curiosidade aguçada e a loucura intacta nos pensamentos.

Mesmo que as distâncias (não só física), tragam sempre a oferenda da despedida, o sentir não deseja ir embora desse envolvimento nulo, vazio e solitário.

Ditos que são dois corpos, duas mentes, fatigados, não pela idade, não pelo tempo, mas, talvez, pela prisão perpétua de manter o monstro afastado dos “prazeres” da vida, seja por segurança, por proteção, por medo, por mágoas, por obrigações, por escolhas ou simplesmente por necessidades; opções!

Na real, haverá sempre desculpas, saídas, meias verdades, ilusões, excessos… atos involuntários, habituais; outrora.

Questionei-me em inúmeras frações de sentimentos… Eles existem?

Há. Com e sem intensidade, sem prazer, sem toques; uma grande ilusão na qual não permito crescimento por não caber, mas, não consigo impedir, só proibir.

Proibir de desejar ter; ser! Sentir o que não faz mais sentido permanecer.

Anularemos o encontro que nunca prometemos, ou privaremos de nós a imagem do ser feliz e contente?

Nós queremos privar ou não queremos sentir?

Queremos nos ter, por milésimos de certezas em um jardim feliz?

Ou devo reter a mente, o coração, o corpo, o anseio, os desejos, as vontades indescritíveis… os meus infinitos argumentos, para romantizar pensamentos.

Uma resposta simples,
Uma passagem bem curta,
As ilusões no meu texto;
Seu toque.

Ainda que os ânimos estejam controlados ou bem administrados, concluo, não existe o desejo, a vontade e nem mesmo a curiosidade, estão traduzidos em palavras, e afogados no mar, onde usei os próprios punhos.

Desculpa, é o meu instinto de defesa, que grita toda vez que minha mente deseja mergulhar em correntezas que não são minhas.

Afoguei seu sorriso, seu olhar, sua voz, sem direito a olhares em meus olhos, sem sentir o doce do teus lábios. Outras falas mudas te direi, mil loucuras haverão de existir para derreter o nosso coração de gelo, quase transformado em mar.

Se o fogo do meu incenso consumir todo o gelo, seu barco volta pro rumo, sem precisar dos remos. E as águas voltam a refletir o brilho das estrelas que te guiará.

Mais uma lua cheia escondida nas nuvens, minha voz revestida de palavras poéticas, de sentimentos, requerendo um encontro que nunca tive; nunca tivemos um!

Em tempos em tempos já não era mais o tempo, e longe da sua embarcação, não encontro a luz que nos ilumina, tá tão escuro estes dias, mas, mais perto em pensamentos, te vejo nas estrelas adentrando o oceano, nos caminhos escuros dos sentimentos.

Toda mágoa requer perdão!

Perdoar-se é divino! Te libera, sabe!? Te deixa livre e mais consciente das escolhas.

Ora agora, eu estou aqui, sem ilusões, nas minhas viagens, no alto da montanha, em minha caverna inabitável, observando os passos prudentes do lobo.

Qual sua estação do ano favorita?

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| chá |

Te desejei em meus lençóis, quis sentir seu abraço envolvendo meus cabelos, seus dedos prendendo os anseios, sua boca falando sobre a vida dos deuses, sua respiração falando por nós.

Tanto sentir fazendo sentido, tantos outros persistindo… Outros indo no vento.

Te desejei sabendo que não devo. Mesmo, longe, disperso, mesmo que tu não sinta, veja, ou queira; te desejei, confesso.

Desejei a profundidade e a intensidade das suas verdades, da casca que cobre o manto seguro. Do olhar que não traduz. Desejei colocar um punhado das cinzas do teu renascimento no meu chá. Qual seria o gosto do amargo?

Cancelei a oração do início do dia e a fiz em desejos silenciosos. Uma lágrima, um sorriso, um calor invasivo, um mal estar sentido, querido. Seu tom quase ouvido, quase sentido. Desculpa.

Adormeci; acordei em momentos, querendo, desejando, te possuindo em aromas, em notas leves, em sentidos gananciosos. Onde você está, que hoje não apareceu nos meus sonhos?

Te quis em minha pele, em minhas mãos. Quis te banhar em perfume extraído no dia chuvoso. E lavar todas os seus resquícios de mágoas, medos, preocupações, pesadelos, desejos passados, pensamentos pesados.

Despertei, e abri todas as pétalas das rosas que escolhi. Por mais aroma que há, não posso te mergulhar no chá que fiz pra me embebedar e te descrever. Mesmo que tenhamos tempo pra isso, não posso te desejar, ainda não, não agora.

Não te trouxe pra cá, nem mesmo em pensamento, por mais que estejas aqui, por mais que te sinta ao longo do dia. Tu permanece na fumaça do meu incenso, no aroma que invade minha janela, no pôr do sol quando encontra o mar, ou quando desperto nas madrugadas.

Quando vamos nos amar?

Te deixo, como um dia não terminado. Suas ambições, seus projetos, suas conquistas, seus sonhos no alto. No ninho da imersão passada. Na onda batendo nas pedras, nas folhas caindo em seu berço, na sua jangada, na poesia que não consigo escrever, no beijo que te guardei.

Fica bem.

|sonhe |

Sonhei com seu sussurro, com seu grito abafado, com sua cor de limão siciliano.

Acordei cítrica, com perfume de flor de laranjeira, com bafo de jasmim e uísque de madeira.

Fiz café forte, tentando encontrar nas mãos, uma rima pra nossa pele.

Toca todas as notas, retira o si, o sol, dá ré, joga sal.

Não almocei, continuo a dieta.

Mas tomei o chá das três,
Camomila, sândalo,
E óleo de ricino, divino.

Seu corpo, meu jantar.
Corpo quente, suado.
Do avesso, ao meu verso preferido.