Publicado en Chá das Onze

Qual a medida de avaliação?

Copo d’água,
concha ao mar, a pérola?

Piscina… eu gosto. Olímpica ou de plástico?.. tanto faz, sem fôlego; banheira.

Água sagrada: pia do banheiro.

Poço seco ou o fundo? Dá fundo. Pró fundo. Profundo. Imerso. Disperso. Raso.

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Publicado en Chá das Onze

Escorrer

Escorre o corpo, os lábios, os olhos, o útero, a pele, os seios, os cabelos, a mente. Tudo escorre. Tudo!

As mãos escorrem sobre o corpo que insiste em secar, sem êxito. O corpo não obedece tanto quanto a mente. E a mente, mente pro corpo, o corpo inteiro mente sobre o que escorre na mente.

Desfaz o líquido, seca o corpo. Retira a lágrima. Prende o ar e seca os lábios. Não dá pra enxugar o útero. Nem enganar a mente com gelo seco e ervas.

O corpo insiste em escorrer tudo que há de transbordar. Ele não liga pros líquidos, ele quer os anseios, os seios, os meios. Ele quer escorrer.

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Publicado en Poetisa

Vê é do reino

talvez.

Secos como o copo vazio, encharcados reinos,
arretado primor que quiema notas e palavras.
Conversas, lábios, bondades e corações secos?
Frescor quase frio, quase gelo, quase vestígios.

Ríspidos ventos que norteiam estações inertes.
Doutrinação matinal, silêncio noturno, sais tardios.
Que leituras essenciais admiras, o que escutas?
Ossos do ofício; demostração nula, palavra muda.

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Publicado en Memórias

Carta as Valbusas

Carta as Valbusas. – vinho raro.


🍷 Mucha Sekt

Haviam duas formas distintas de chegar lá, prefiriu-se o papel mais árduo. – eu diria, perigoso.

Eloquentes caminhos. Artimanha dolosa?

A palavra é ígnea. Carrego a pedra e o pássaro, duas flechas brilhantes, e há um só caminho.

Plasmada excentricidade. Raridade, desordem, quase uma palustre na cidade esquecida. Dó ou dor?

Sorrisos rompidos. Parabéns pela formatura, cara amiga. Devo um brioche ou broche?

Estética doce, sapato verniz divino, lábios e cabelos franzidos, mãos de rainha priveligiada ou de preguiçosa vida?

Nada disso. A vida é um salto, e tu não estava no dia do assalto. E a arma apontada, não foi na sua mente. Um trauma.? Sim, só mais um. Fato. Da ingenuidade e fragilidade todos comentaram. E, eu?

  • Com pólvora e gatilho, todo homem perde o “H” e doa pra hipocrisia. E os valentes, sangram.

“Os covardes não tem cicatrizes!”

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Publicado en Poetisa

Lancinantes

🖌 Nik Gallo

A garganta seca, não há mais líquido na garrafa que dediquei a mim.

És um intrínseco poema, descendo anojado ao esôfago, não chegará ao estômago, regurgitará.

Versos regozijados de ausências excruciante.

Que falta faço-me!