Triz

Em, Outubro de 2020. 😒


Natal 2020 – @temflor

Há angústia, nos silêncios, nas almas. Há a agonia em dias. Escritas palavras, em seus significados. Reais… piedosos… leais. Além do quê. Não há compreensão. Não há. Não sei dizer se há. Faz sentido?

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A alma

Não me pergunte mais, 1906 de Lawrence Alma Tadema

Escritos em cem textos

Nenhum cabe na nudez

A alma que reside despida

O corpo furtivo em burca

Estão nus, desvelados

Sem caftan, sem talit

Sem sutiãs e caleçons

Sem brincos perolados

Sem os chassidins, sem véus

Sem adornos insignificantes

A alma desnuda em luz

E no reluzente dizima

Mais dois mil textos minuciados

Dois, três calados, silenciados

Não cabem o nu pintado nos olhos

Não concebe a cintilante da alma

Nem o moralismo serafico

Nem espíritos que locucionam

Só a compaixão amorosa aforria

A alma do corpo

Livre!

Morreu…

Morre

de raivas,
de desprezos,
de desilusões.

Morrem com dores…

Morre

de angústias,
de mágoas,
de traições.

Morrem com sofrimentos…

traído e doído
Arte: Dellamorteco

E continuam vivos!.

Com latentes e lamentos,
Com emoções e ressentimentos.

Eles continuam…

Nós, continuamos vivos.


Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada.

Martha Medeiros

Como diz a piada contemporânea:

“Morreu, mas passa bem.”

Consolação?

Frígida; presa na bruma. Prefulgida visão; sensação em desconsolo. Tarefa árdua?

Nobre desprendimento.



O que é desespero?

É ver o filho cair do nono andar, é a sensação do carro capotando na rodovia?

Um último suspiro, o silenciar de um tempo, o atravessar dos trilhos?

É a violação do corpo, a impotência do agir, é o sangue derramado no corpo?

É o coração que não funciona, as pernas que não atendem, é a falta de ar nos pulmões?

São as mãos sujas?

É o corpo quebrado, que não pode negar, tão pouco, confessar, e quer ser perdoado?

É a divina remissão, no tratar da culpabilidade? É a misericórdia complacente do espírito?

A crença na rainha ornando e guiando com clareza as estradas lodosas dos ofis, ou é a sabedoria majestosa requerendo o ouro de Parvaim?

• O que causa o desconsolo?

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Qual a taxonomia?

O que o óbvio pode dizer não interressa, a experiência científica, pouco diz sobre, é só ciência e não o espírito?

É o espírito sem emoção?

📸 @temflor

O lápis e a velha caderneta, é o que refletem sentimentos e emoções descritos.

Deveria ter uma interrogação, ao invés do ponto afirmativo, mas, não trocaria.

A música nos ouvidos, destrói toda possível razão, e os descritos no caderno, foram atirados ao fogo.

Logo, não passou de uma fase óbvia da existência, onde não perpetuarão em outros tempos, não através da lapiseira sobre a escrivaninha.

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Corpo

O corpo
adentra o corpo exposto, no calor insalubre dos fornos.

O corpo escorre a pele, e, a pele traduz a morada.

Pedra preciosa é o corpo.

Lendo olhares singulares, olhares gulosos do tempo, os olhares malícios na estória.

São dois pares de olhos que cegam o corpo.

O corpo
adentra o corpo caído na marginal do rio, ressuscita o corpo.

Corpo quente, enfurecido, orcus.

Transpira o fogo. Feito pro fogo, é o corpo.

Corpo,
alegrai-nos diante do corpo revestido do tempo, de consolo, envolto, no dia.

Na nudez da mente é corpo, véus de luz nesse tempo.

Corpo inteligente, robusto, felino, que consome a morte em cúpulas.

Corpo rasgado, corpo esculpido.

Corpo irreconhecível ao toque da alma.

Corpos jogados na lama, aos caranguejos.

Corpo que não foi consumido.

Corpo pesado, que carrega dias ensolarados, dias nublados.

Corpo ausente!

Adentra o corpo no barco.

Flertes da Capela

Sonhos de ascender ao fogo.
Vestidos esvoaçando sobre o mar,
a pele reveste o amargo dos tempos.
Há lume no magnetismo distante.

Flertes do tempo em visões disformes.

O reino não é vosso, não há vis.
Transparência aos pássaros caídos nas pedras,
mãos que seguram a alma do corpo,
pétalas que caem sobre as chamas dos pés.

Flertes com o corpo no barco.

Há um balé no vale de Santana!
Todas as gotas sangram os oceanos,
um radiante clarão que consome
e o corpo estirado nas pedras.

Flerte na morte das nuvens do orvalho.

Na capela não basta as velas,
as cartas aos séculos amantes.
Não há deslumbre e encanto,
nem a promessa em campos.

Flerte com chá na capela.

Beleza nebulosa entre mundos,
cheiro do aquém, vis.
Vislumbre ao jardim escolhido,
almas apresentadas!

Flertes em Luz.

Acendam as velas do orbe,
vê-la em tons formosos e neutros.
Castelos erguidos, jardins destruídos,
a beleza no flerte é a imensidão deles.

Não há flertes na capela.

| traga luz |

Noite densa.
O dia amanhece, o choro não cessa.

O silêncio percorre o bramido.
O mar serenou, o vento calou, o tambor não ecou.

Calou a oração, as palavras foram mudadas, mas, o espírito, já sabia.

A vela, a pena.
A terra, a água.

Não saber. Sem expressões, sem falas. Sem solicitações, só agradecimentos.

As mãos sendo tratadas, a pomba repousada sobre o barco.

E a oração continua…

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| almoço na tenda |

Na noite passada, não nesta, mas, na anterior, tive mais um sonho, mais um de um montante que tenho. Mais um sonho para encontrar-me com o doce menino.

Esse sonho não vou descrever por inteiro, como outros, sei que trata-se de algo mais profundo e espiritual na qual, acredito.

No início, quando comecei a encontrá-lo nos sonhos, ele parecia sempre doce, com largos sorrisos e confusos olhares. Com o tempo, fui aprendendo a identificar um sonho comum, de outros.

O menino não era só o encanto, era um caminho a percorrer para o crescimento pessoal e somativo.


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