shamayim

📸Vila Homero Ecard – @temflor


Quisera transcrever o sentir carimbado na alma, o avesso do começo, a pele que veste o espírito.

Quisera levitar o amor da qual nasce sem solenidades e ousadias corpóreas, sem desejos ou escolhas fúteis em insignificâncias.

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Pedindo a Lua pra sair mais cedo…

A jangada fria, silêncio do céu estrelado por nuvens carregadas, sem água. Olha o Tempo para não chover… não choverá, meu bem. Fará mais frio. Frio além do frio que o termômetro marca. Compre meias. Usa as meias. Aquece o cordão do coração. As mãos. Os lábios.

Reduza o barulho da mente, do corpo, descansa, olha para si, se escuta, faça autoanálise do espelho.

Aproveita o despertar desprendido e estiloso do dia que chega cedo. Observa a mestria do Sol, das nuvens, dos céus. Seja o mestre e o maestro. Sejamos bons peritos na vida que inicia.

📸Vila Homero Ecard – Arquivo @temflor

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Epopéia…

Uma epopéia, em notas doces…

A vontade do corpo, sempre é a vontade da mente, contudo ambos, não correspondem a razão.

Nestas linhas de reticências, e desejos, pego-me aos conselhos de Demétrio, que já dizia:

“Descansa, Coração!

Esquece os anos e os amores…”


Arquivo 📸 @temflor

Laborioso sentimento traduzido pela taraxacum.

Energia

Tem uma parte nossa, que se apaga e ninguém ver. Talvez, nem a gente. E quando precisamos, daquela luz iluminando e irradiando, percebemos que já não há energia e luz para tal. Não há.

arquivo @temflor

Casuarinando…

Estações – Em vertigens.

Casuarinas – @temflor

Outono.

Tardes embaraçadas, pinta as nubladas nuvens… tons lilás, verdes, rosas, azuis… Rabisca o olhar ocre, fixo, incansável… um falcão a nos olhar. A coruja, companheira.

As folhas, de par em par, desgrudam dos galhos, não caem, balançam. Não é montanha, mas do alto da casuarina, posso enxergar, ver, e até, sentir o ar. E falta o ar!

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Ilumina-nos!

Arquivo @temflor

Perfume da flor invadindo o ser que habita o corpo em luz dourada, azul, prateada.

Luar em noite sagrada, doces cintilações.

A rainha, sagrado ser.

Lua de prata, percorres as trilhas das almas, emana luz nos caminhos.

Acaricia o espirito, afaga dores e com amor seca lágrimas.

Oh, luz que reluz…

Suas flores tem aroma de paz, suas águas tem cheiro de casa.

Gratidão, moça bonita. Graças ao amor conduzido.

Serena nas águas!

Aho! 🌻💙

Qual a taxonomia?

O que o óbvio pode dizer não interressa, a experiência científica, pouco diz sobre, é só ciência e não o espírito?

É o espírito sem emoção?

📸 @temflor

O lápis e a velha caderneta, é o que refletem sentimentos e emoções descritos.

Deveria ter uma interrogação, ao invés do ponto afirmativo, mas, não trocaria.

A música nos ouvidos, destrói toda possível razão, e os descritos no caderno, foram atirados ao fogo.

Logo, não passou de uma fase óbvia da existência, onde não perpetuarão em outros tempos, não através da lapiseira sobre a escrivaninha.

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Traga luz…

Devocional de 14 julho 2018.

Mais do que compreender as sombras, é necessário falar sobre elas.

Arquivo @temflor

Todos somos luzes em nosso ser, apenas devemos fazê-la acender e brilhar dentro de nós, até que sua iluminação seja tão grande, a ponto de acender em outros seres.

Quanto maior a luz sobre sua vida, mais reflexo você doará aos demais.

Seja a luz suave e agradável aos outros. Você é a própria luz.

Deixa Deus iluminar seu dia, deixa ele te encher do doce amor do Espírito Santo.

Traga luz para as sombras do mundo. Traga Amor, ilumina o ambiente.

Amem e iluminem as sombras, amém?

📖 Meditação: Tiago 1

Suave é a luz!

tua letra na minha pele

Se houvesse espaço, e o pincel estivesse nas tuas mãos, o que a poesia escreveria na alma?

Garatujas, versículos, cartas escritas, descritas, receitas pormenorizadas, romantizadas…

Haveria uma carta?

@temflor

Escreveria uma, mesmo que não fosse uma carta de amor, e sim, uma carta, da existência, da resistência, da história, das outras vidas, da nobreza, ou da sua dor.

Traduziria a letra, o idioma, as palavras silenciadas, os versos faltantes.

Nem precisaria lupa, só café, dicionário técnico e aroma de sândalo.

Te escreveria uma carta com amor, se houvesse coração suficiente para preencher as linhas do espírito, do amor, mas eu, queimaria essa mesma carta.

Eu não reescreveria essa carta.

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| raios de luz |

Amanheceu, você chega, sua casa, meu lar. O jantar ainda posto na mesa. Consciência para vida, pele vazia, suas noites vazias.

Poesias coladas na geladeira. Cerveja barata; não bebemos! Tira a roupa, a capa do verão, joga a nudez no cabideiro.

O amor, adormece no chuveiro.

Não uso mais maquiagem, mas pinta meus lábios de teu, arranca a lingerie que sobrou.

Atravessa o corpo de água.

Te procurei nos primeiros raios de sol… Busquei o toque, os lábios cordiais, busquei as mãos.
Indaguei o gozo. Solicito o corpo, apreciando o espírito, trazendo a alma.

Adormeci sobre a nudez do querer. Sobre os raios de luz.


Raios de Luz @temflor

|sonhe |

Sonhei com seu sussurro, com seu grito abafado, com sua cor de limão siciliano.

Acordei cítrica, com perfume de flor de laranjeira, com bafo de jasmim e uísque de madeira.

Fiz café forte, tentando encontrar nas mãos, uma rima pra nossa pele.

Toca todas as notas, retira o si, o sol, dá ré, joga sal.

Não almocei, continuo a dieta. Mas tomei o chá das três. Camomila, sândalo, e óleo de ricino, divino.

Seu corpo, meu jantar.
Corpo quente, suado.
Do avesso, ao meu verso preferido.


@temflor

Saca o print do sorriso.

@temflor


Estou descalça
Pureza na água
Mãos lavada na terra
Desnudando a consciência

Amanheci bem cedo
Seiva encharcada
Não choveu, serenou
Loba uivou, galo cantou

Luz da manhã
Leveza na pele
Sentimentos de papel
Coração inundado

Minha luz, hora gris
Perdi as galochas
Perdi o café, a rima
Desacreditei do amor

Senti o sabor do ser
O azedo dos passos
Gosto insosso, indissolúvel
Suco modificado, doce

Repousa a experiência
Matura o eco anterior
Desfaz o ego
Ama!

Molda o rosto que sai na rua
Limpa a maquiagem
Saca o print do sorriso
Cria uma palavra de ternura

Cria um quadro pra pintar
Desenha outro pra apaixonar
Inventa as cores, os sabores
Coloca meu desejo na rima

Laranja, azul, lilás, vermelho
Estou branca, transparente
Sumindo nos manguezais
Morando nas malocas

Trocando poesia com urubus
Pintando o corpo de lama
Dando nomes à caranguejos
Alimentando a boca com vontades salgadas

| íris |

Luz que adentrou o olhar.

É o sol dessa manhã silenciosa, que invade a cama, esquenta a nudez jogada sobre lençóis frios e úmidos.

Sinto o arder da pele, estou gelada, aos poucos, dia após dia, vou congelando.

Seis horas, água no fogo, incenso aceso, rio fluindo, som dos pássaros, da cachoeira, café pronto.

No rádio, o jornal diz que a noite foi a mais fria, mas, no termômetro, o coração permanece aquecido, não, vou esfriar.

Banhar-me-ei nessas águas frias do inverno.

@temflor

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Verbo, ser!

Senti saudade das muitas vezes que ficávamos olhando as estrelas do céu, tentando enxergar a galáxia que ajudaria a encontrarmos-nos neste mundão chamado, Terra.

Senti saudade de lábios sedosos, que abrirá o céu rompido, e transformará o sal seco do rosto, em chuva suave de meteoros.

Senti saudade de céus azuis, pintados com o ouro dos cabelos. Saudades de olhares leves, certeiros, dos encantos, da magia que rola e desrola.

Sinto saudades das lembranças, de algumas vivências e das recompensas. Da busca, da troca, dos sonhos, do encanto do velho menino. Da nova criança!

Ah, quanta saudade senti do corpo bronzeado, enfeitado de conchas, brincando a infância com os siris, beijando o mar, engolindo o sal, desnorteando os véus.

Eu senti saudade dos piques dos finais de semana, do peixe sagrado da sexta-feira, do baile encerrando o domingo, do namoradinho trazendo pastel.

Ah, como sinto saudade dos nossos natais, das suas freiras, das missas lá na escadaria, da festa do Santo Antônio, dos biscoitos autênticos de nata, dos festivais de balões, da programação do domingo.

Sinto que sinto sentir esse sentimento!

Saudade da minha abuela!

Arquivo @temflor

Lua de Sangue (Renascimento!)

Arquivo @temflor

Ainda sobre a lua de sangue, não o eclipse, não a lua que foi vista no universo, mas os esquiços da lua que regeu o ser, as emoções, os sentimentos, as decisões.


A lua que nasceu com todas as possibilidades de escolhas novas, lua que cresceu limpando tudo que já não acrescentava ao espírito, que fez poderosos caírem, que trouxe divisão, que revelou máscaras.

Lua que rasgou o céu e a alma, com palavras e toques doces, com vivências quentes, e frutos de intimidades. E foi crescendo, trazendo clarividência de situações ocultas, de medos, de sentimentos oprimidos, de emoções divididas, de comunhão, de vivências espirituais, de indecisões.

Lua esta, que cresceu nos corações, lavando o corpo, revelando planos, apartando desejos, afastando emoções, cobranças, mostrando o joio, revelando as flores, derramando lágrimas, sufocando o ar, trazendo objetivos, revelando e cobrando coisas do Alto!

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| smog!|

📸 @temflor

Imersa nas planícies, no escuro, presa no silêncio do meu sentir, ainda molhada do suor, ofegante com os pensamentos, com os sentimentos.

Vozes que deviam ter ecoado num tom próximo do céu. E os juízos, calaram as vontades, que se dissiparam em lágrimas, e secaram no peito.

Molhei o rosto, o corpo, enxarquei a alma. Nem sei se “viu”, ou sentiu, mas, não consigo imaginar a grandeza, desculpa!

É mais um monte de sentimentos do espírito, um monte de “sim e não” que não deviam ecoar, germinar. E agora?

Um “amontoado de sentir” batendo no liquidificador. Jogaria na centrífuga. Devo repartir os pedaços, ou despejo no mar, no rio, em água fluente, certo?

Talvez não seja preciso.

Sinto que estão em processo de fusão, o gelo está sendo aquecido pela fumaça, escorrendo sentimentos. Todas as flores da roda, inclusive as suas, estão respigadas.

Não, não posso. Sou índia cabloca, teimosa, filha da terra, da água, do ar, do fogo, da mãe natureza.

Filha ouvinte do Pai, mas, sim, muitas vezes desobediente, inquieta, por isso, o fogo consome-me, e leva-me para debaixo das pedras quentes, e a alma, parece escorrer, igual barro.

Então vamos…

Vaporiza, faça fumaça com cheiro suave, que emana pro céu. Os sentimentos não podem morrer por sépsis… Transcendendo!

Doce é a luz do Senhor e agradável é aos olhos ver o sol.

Um brinde à vida!

📸@temflor


Vida leve, sem pena, zen.

Vida boa, suada, pautada em nós.

Vida que vai, e que vem, vida que retorna pra nós, quando ela convém.

Vida que destrói, corrói, machuca, vida que renova.

Vida eterna da labuta, vida sofrida, vida guerreira.

Vida que ri, que chora, que apavora.

Vida que menospreza, que some, que dedica.

Vida sincera.

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| nostálgico Antônio|

Dez minutos deitada nas pedras, olhando o cemitério do Casimiro.

Mano sofredor, todo poeta é guerreiro, mas sofre. Vixe.

Morreu novo, enfermo, tuberculoso, deixou o sopro da vida, findou sua poesia, e a mãe morreu de boca vazia.

Triste realidade artística.

O que Casimiro e Assis deviam conversar nas resenhas da boêmia?

Cemitério Casimiro de Abreu @temflor

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Vespa

Arquivo @temflor

Mais de setenta semanas
Um pequenino poema
Antiga relação romântica
Verbo presente, continua alérgica

Sua beleza exibida na janela
Admiro sua casa de papel
Contemplo seu voo ligeiro,
E assisto a guerra infinita com as cambacicas.

Com garra, demarca seu território
Que bonita relação social
Beija-flor não tem vez
E a amizade não é casual

Embeleza com maestria
Garante sua água fresca
Cuidando de sua rainha
Mas, segue causando dor e febre

Nada mudou, mas, uma dose de histamínicos!

folhas

Derramas por onde passa,

suavidades pelo chão.

Folhas secas, enfeitam as ruas,

aquecem o coração.

Eternizam a melodia,

ouvida no verão.

Na caverna, só por gestão.

Arquivo @temflor

Sorriso de lua!

Sabe aquele sorriso de canto?
De gente que quer ir, mas, não vai por receio.
De gente que quer, mas, não faz o que quer.
De gente que quer te viver, mas, vive sozinho.
E quando te ver, mesmo que distante, envia aquele sorriso sem os dentes?!
Talvez, pra justificar a falta do jeito, ou a vergonha escancarada no olhar.?

Então…

S O R R I S O de lua!

sorriso de lua
Sorriso de Lua 📸@temflor

Lua Minguante

As visões e os sonhos, dessa transição da lua, são sempre os mais profundos, mais significativos, mais intensos e conscientes.

Somos uma conexão, e a presença física, não necessariamente, é o que nos aproxima, nem o que nos eleva.


[Um novo ciclo. Um novo homem, caminhando na estrada de chão vermelho.

Um salto bem alto, envolvendo raízes, razões, experiências e pessoas próximas… (confuso). Não consigo descrever a sensação da presença.

É um êxtase úmido, em tons foscos, verdes, cinzas.

Como um anjo, sem asas você flutuava sobre as planícies que eu havia adormecido. Algumas folhas esvoaçantes caíram sobre o meu rosto, eram folhas, mas sentia como gotas de orvalho… Vi suas mãos, suave, de forma leve, abrindo e fechando, soltando algo.

Que ervas você tem usado? Esse aroma… Você está semeando e cultivando algo novo, o que é? Mostra-me!

Sua meditação tem sido longa. Seus olhos estão mais pesados que seu corpo. Não entendo, talvez compreenda, talvez. Seu sorriso, contudo, continua o mesmo.]


SORRIA MAIS!

Gratidão, Amor!

flor

📸@temflor

| a lua da cura |

Observar os céus tem seus mistérios.

Um senhor deitado, sendo curado.

Luz!

Sejamos gratos por tudo e todos que tocaram nossas vidas até este momento!

Gratidão!

lua-cheia-em-aries
Arquivista @temflor [A Lua da Cura!]