Publicado en Chá das Onze

Criando atalhos mentais!

Conversas estacionadas nas gavetas; paletós e lingeries.

O chapéu nunca entra no armário. Fica vigiando quem entra e quem sai do quarto.

  • Quem desarma os alarmes matinais, é quem bate na janela em horas noturnas.

A cama diz: É mais uma, Cassie. Mais uma que não transcenderá sobre nenhum aspecto voluntário.

Donde tirei essas ideias? Da gaveta do armário..?

Não, do móvel. Do que havia metido sobre roupas amassadas, joias antigas, paletós que nunca usei, vestidos estranhos, velhos sapatos largados, lingeries que desisti.

Móvel no meio do quarto.

Gaveta antiga, pó compacto, que não compactua com o relógio, o preferido, sem energia pra vida. Alguém tem bateria?

E o termômetro não sai do trinta e três!

Objetos com finalidades distintas, não fosse armazenar restos de gentes. Não humanos, e sim, gentes! Gente criada com escorpiões, abelhas, ferrões, com leis e ordens estranhas… dei fim aos cabides!

Se abrir o armário, cairei com tantas coisas sobre mim.

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Não destrua o corpo

“Oh! Como são persuasivas as palavras retas!”

Teus filhos testam os filtros em vocês?

¿Seus filhos também testam os filtros em vocês?


É texto que não escrevi. Um daqueles que reluto a escrever, mas preciso.

Vomitar a persuasão necessária, sobretudo nestes movimentos incertos e desgastantes.

Como estamos vivendo? De que maneira tens morrido nestes dias? Que saudades vens anulando?

💡 Não morra com fomes do ontem! E coma a sobremesa amanhã.

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vou por mim

Pega a caneta. Coloque as meias. Amarra o cabelo. Tesouras. Pinta os lábios. Enfeita os olhos em belezas. Sinta o perfume…

É cheiro de mar, é cheiro de terra, é cheiro de desejos, é canela, é cheiro de amor, é cheiro de vida, é manjericão, cheiro de partida.

Joga os pensamentos no lixo. Desfaz cada um. Guarda três. Esvazie a mente, os conselhos descrentes, a tristeza, o coração… desculpas erradas. Rabisca outro tempo.

¿ de partida!