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Perdida — 18 Nov 2021

Perdida

Me perdi. Se perder não é sobre caminhos e estradas, é sobre saber que está perdida.

P e r d i d a – Nome de filme, de livro, de música. Nome de estado físico, psíquico, emocional ou espiritual. De formas pejorativas de associações. Nome de objetos extraviados. De gente que não chegou ao destino. De desorientados.

Eu sempre estive perdida, desde que cheguei, perdida. Quando foi isso? Seis mil anos. Uns minutos. Dias. Algum tempo!

Perdidas noites e perdidas emoções.

Famílias, relações, filhos, artes, finanças, ambições, sonhos e tradições… perdida num vazio cheio: Ó sede indesejável, tempo insanável. Ou será que é cheio por ser vazio? – Saco de ar vazio, copo vazio, mente cheia, coração vazio. Saco sem ar.

Perdidos risos, perdidos sorrisos, perdidos.

Perdida abstinências, desejos prisões carências acordos tratados. O que faz abster-se dos vícios saudáveis? Saudável é o vício que mantém em pé a sanidade. Saudável é a bondade, mais saudável que fé perdida. Bom, talvez não. Talvez seja mais uma perdida ilusão, uma liberdade sem desesperos, sem promessas, sem sexos, sem pressas, mas com vícios, com febres, com sedes, com leis proféticas e duras profecias em cálices. Vinho que exalta a vida, água que mata as sedes, mas, das sedes da vida, nunca soube. Desculpa, mas é um fato. Das perdições, não se engane. É o novo bilhete da sorte: não se engane! Outro bilhete – mais que um lembrete: Amar é frio sem meias nos pés. É árvore pelada no inverno e folhas indo embora… – Comprou mais meias? (Edite: ou um espelho de bolso? 😄😂)

Estou folha. Sempre estou folha, voando 🍃 voando 🍃voando sem flores, sem frutos ou sementes… vagando! E o tronco e a raiz suportando a geada criada.

Perdida, não é um cacaueiro sem flores – é flor murchada. É frieza, é fogueira. E sempre foi um estado crônico e perdido do estar – perdido estar. Perdido viver. Perdida vivência.

Eu me perdi. Se ̩ que um dia me achei pra perder-me. РṆo se perca! Nem em mim, nem sem mim. Nem em ti, nem sem ti. Anota: Seu caminho ̩ sim uma via reta Рde retiḍo e luz. [Se ṇo ̩, devia ser; se ṇo ̩, fa̤a ser!]

Me perdi. Perdida estou. Eu sei que há tempo e recursos pra se achar, pra se encontrar, pra voltar, mas não vou! Tem livros, instruções, mapas que ensinam o caminho de como retornar, tem até bússola que além do norte aponta o tempo, mas nunca soube usar. Nunca quis usar! Nunca soube usar o tempo – o útil me atraia a inutilidade das coisas. Mas, pessoas não são coisas, Cassiane. – Eu sei. Perdida é isso, é saber que está perdida, e continuar. E continuo, com todos os porquês que realmente creio. Que creio e amo. E que me questiono por tal, mas, continuo, mesmo perdida.

Perdida sem as mãos dadas, sem a face ao outro, sem atalhos, sem contratos ou promessas compridas ou cumpridas – pessoas perdidas não cumprem, mesmo estando ou sendo compromissadas. Mesmo que a Água da fonte sacie toda secura, mesmo que a Palavra baste ao coração… E a palavra basta, a água basta, o amor me basta, a experiência me basta, mas, perdida é um estado paralisado e exaustivo, e raramente ultrapassado por muito mais dias ou tempos; perdida é só cansativo – cansada vivo – ir não basta – os Matheus estão certo, o Messias é o meio, mas só pra quem persistir, mesmo não bastando – nunca fui persistente Senhor, estou mais para Pinchas do que para o Rei de Edessa.

Me perdi. E eu nunca mais voltei. Ó Eterno, eu nunca mais voltei, e isso é um agir triste e solitário, um estar constantemente desesperador. Mas, não voltei nem pra mim, nem por mim, nem por elas. Nem por elas, Deus. Nem por nós. Espero que por Você eu seja capaz de querer. De ao menos cogitar querer, porque não voltar tem suas tragédias, sabe. Já escrevi sobre isso, não voltar tem suas perdas e lágrimas, porque há também renúncias enterradas e desejos aclamados, e há muitos esforços vãos e inúmeras sombras por este mundo. Sombras que jamais poderão ser iluminadas, mesmo que brilhem a Bondade dos Céus, mesmo que todas as almas, algum dia se perdoem.

Esse texto é só mais um esforço tolo que enfatiza os dias desperdiçados pra nada, mas sabe, toda vez que escrevo, seja número luz música escrita texto verso sonho nostalgia oração ou desejo, tem um lado meu que desperta e insiste em dizer-me que: Deus é quem provém a luz das velas sem azeite! Então, não deve ser tão vão assim.

Meu aniversário, julho de 2021. Quero o azeite extraídas das copas.

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