Quem foste?
Menina, Mulher, Mãe,
Ternura, aventura, ventura?

Que habitaram os teus olhos?
Que linhas haviam tuas mãos,
Que expressar silenciaram?

Mãos, o que diziam?
As cartas, o que dízima?
Tempo que nada conta – o que lia, Hintermann?

Sorrisos tímidos; acolhedor, pacificador.
Saberes inquietos, Heiermann?
Ou olhares desconfiados – como os nossos.?

Albino Dias Seabra – 1815 – 1879

Veja o desse… – teu sogro? Nada. Nada, Anna.

Que postura? Qual altivez?
Linhas gentis e tristes?.
Que olhos haviam de ter…

Linhas… traços… névoas.
Cartas em letras, finos traços,
Linda caligrafia, Hintimann.

Névoa de sol, de tempo…
Medos, desesperos, ausências…
Silêncios… avise-nos!

Era a artista, a esposa, a dança, a moça…
Na glória ou na alforria?
1903… quem eras tu..?

1905… quem eras tu, Anna? Além de mãe, de um traje, de uma água benta e de um novo apelido.?

Qual Anna foste tu?
A bisah, a Seabrah, a Annah!
A Anna – a mãe, a esposa.

A Anna H.
Há muita binah, Anna.
Há de ter…