Publicado en Poetisa

Mari, Ela.

Das coisas infelizes que fazem. Ou não!

Beijos molhados que escorrem mel adocicado. Violetas brancas da sala, taça um suco azedo na cozinha.

Era moço menino, era homem rude, nunca apaixonado, nunca rendido a quentura da sede, nunca afobado nos seios fartos da Mariela.

E Mari, amava ela. Ela era menina farteira, risonha, espoleta. Queria o beijo, o abraço, a história, o tempo, os atrasos.

Mari queria o mar só pra ela. Ele queria só a rede e a brisa da varanda.

Mari e ela queriam o mundo das estradas, a carona da vida, as aventuras e os voos dos pássaros.

O dia corria e o menino tingia o dia no suor do trabalho, a vela da Mari ardia e de tanto cantar seus pedidos, chorava.

Certo dia, a vela apagou, enquanto o moço comia o bolo, o café ainda quente, esfriava ao sol. Os olhos molhados encontraram no horizonte, o beijo da Mari indo embora.

Os pássaros naquela manhã calaram, como quem honram a presença Maior. Não há tempo para despedidas. A estrada é longa, e Mari tinha pressa pra beijar sua outra vida, Ela.

Imagens: pinterest

Autor:

🌱 Apreciadora de cafés e doces. De poesias, músicas, fotografias, esculturas, artesanatos, pinturas, cores, desenhos, garatujas... Aprecio culturas e artes... flores, passarinhos, plantas, insetos exóticos, peixes, águas. Comungando num rito harmonioso e encantado com a botânica e com as belezas naturais...

2 comentarios sobre “Mari, Ela.

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