Publicado en Chá das Onze

Visões, confins dos céus.

Sinta o perfume da mãe natureza, doce presença, Pai. Observação aguçada, é a brisa da deusa.

Ouça o tambor da mata. Pisada leve, voz serena, o louvor dos pássaros e a poesia sublime das folhas.

Sinta, o cheiro da clorofila invade, cheiro de terra molhada.
Ouça, é o córrego, são as aves alimentando-se.

Um enjoo, uma vertigem repentina, são as certezas, sendo abaladas. Não lute, deixa a mente fluir, deixa o aroma exalar tudo que não lhe cabe mais… deixa o orvalho tocar suas emoções mais profundas.

O que resgatar?

O que remover?

O que trazer pra perto?

Os ombros pesam, o olhar vagueia na beira do mar, do velho mar.

A mente transporta-te a um outro tempo, um tempo fora deste tempo, um tempo passado, com antigas lembranças, ou, talvez, para um tempo futuro, em uma imaginação, não realista.

Os pés estão molhados, não é água salgada, é a água turva do rio que tens andado.

Quais pensamentos, reflexões e medos estas águas trazem?

O que elas afastam?

Sinta, a alma chama, a consciência, pede ajuda. Constantemente ouve-se ela gritando, compreende a necessidade do renovo?

A alma quer leveza e liberdade! Não permita mais peso do que o espírito aguenta.

Aprenda a amar-se mais. Aceitar que dizer “não”, também é amor. Alguns sim, aprisionam em realidades duras e árduas.

Liberta-se. Não precisamos ser eternos para sermos leais, fiéis.

Receba a cura, receba o amor. Sinta a alma enamorada, e encantada pela vida.

Permita-se conhecer teu sagrado, e mergulha nele sem medo, sem anseios, sem pesadelos.

Dá-se por inteiro. Não importa os meios, interessante é ser caminho e estar caminhando nas trilhas dos mundos e submundos.

Oferecer gratidão e doar perdão, trará mudanças infinitas e bênçãos de paz… chuva de amor sem fim.

Sinta…

Olha, pra lua rindo pra tu. Observa pela brecha da janela, há uma imensidão de estrelas zelando por nós.

Veja, aquela onda calma, estreitinha, crescendo dentro do recuo, e desenvolvendo-se na maré… sinta… ela molhando os pés, te beijando, revelando.

Fecha os olhos, olha pro céu, os voos virão de lá, do Alto.

Ama-te, sempre!

Texto escrito em Agosto de 2017

Autor:

Sou apreciadora de cafés e doces, de culturas e todo tipo de arte: poesias, músicas, fotografias, esculturas, artesanatos, pinturas, cores, desenhos, garatujas. Comungo num rito harmonioso com a botânica, uns encantos por belezas naturais: céus, pássaros, flores, plantas, insetos exóticos, peixes, águas.

4 comentarios sobre “Visões, confins dos céus.

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