Publicado en Poetisa

Gimno ao vento…

Em Julho de 2019 | Arquivo @temflor


Longe do jardim,
Flor sem suas raízes,
sentimentos de fins;
Estamos vivos!

Espinhos que sangram,
perfumes que curam.
Beleza que encanta,
pétalas que murcham.

Arrancaram as bases,
virará buquê do casamento,
perfume importado,
comida para a salada?

Nunca gostei dos buquês,
sempre usei os porquês.
Penso, flor morta na mão,
não aquece o coração.

Flor comestível,
com dietas, sem comida.
Ops, um biólogo,
será dissecada.

És flor, em dia de chuva,
sol queimando,
água secando,
glicose zerando.

És flor, em dia de sol,
corola chorando,
antera balançando,
geniceu gritando.

Fotossíntese lenta,
reprodução ofuscada,
Gimno ao vento,
Fênix!

Flor, única em centenas.
Diversificada, atraente,
surpreende a cada estação.
Exala o renascimento.

Ser Flor…
nada fácil,
nada sutil,
muito nobre.

Flor, símbolo das resistências,
das adaptações, das mudanças. Sobreviveu a Zeus, Nietzsche, Galilei, Darwin… vão sobreviver aos males dos séculos.

Contei algumas pétalas – bem me queres? Apaixonante paradoxo.

Autor:

🌱 Apreciadora de cafés e doces. De poesias, músicas, fotografias, esculturas, artesanatos, pinturas, cores, desenhos, garatujas... Aprecio culturas e artes... flores, passarinhos, plantas, insetos exóticos, peixes, águas. Comungando num rito harmonioso e encantado com a botânica e com as belezas naturais...

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