Vê é do reino

talvez.

Secos como o copo vazio, encharcados reinos,
arretado primor que quiema notas e palavras.
Conversas, lábios, bondades e corações secos?
Frescor quase frio, quase gelo, quase vestígios.

Ríspidos ventos que norteiam estações inertes.
Doutrinação matinal, silêncio noturno, sais tardios.
Que leituras essenciais admiras, o que escutas?
Ossos do ofício; demostração nula, palavra muda.

Vejo pensativas refeições silenciadas na cantina…
benze a água, a comida, a vista, o emprego, a família.
Que prioridade cala a voz, que pensamentos sonhas?
A indiferença mútua, a reciprocidade vazia… alteridade.

Doce sol, Amor. Anoitece tardes, amanhece madrugadas,
sem o raio nos olhos, sem a flor e sem o café pro ensejo.
Observo, vejo, mas não faço mais “presença”, importa-te?
Senhor, desfaça-nos do ego nocivo, e revela à nós, tuas venturas.

Livrai-nos de Todo o mal.

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