ipuã salgada

Respingos do sal grosso
Um banho gelado em dia frio
Sobre o rosto manchado do sol
Escorrendo o poema pro tempo

Envolve beijos, mãos e marés
Onde dormes marinheiro?
A garrafa tá jogada na jangada
Seu perfume, aroma do píer

Onde dormes sem mim, Marujo?
Acorda, já é tempo de vindas…
Vens sem cambaleio e galanteios
Dá-me duas baforadas com o cheiro

Tomei a praia como ninho de amor
A areia fina sacudi sobre o manto
Traz a pérola do oceano Atlântico
Enfeita o corpo, conta um novo conto

Marujo, sai desse velejo distante
Escrevo você, três poemas, e um livro
Seu nome, em várias cartas que perdi
Vens Marujo, beija nosso encontro

Encontra-me nas ilhas salgadas
Leva a barba que arranha a pele
Vens de mansinho, acorda-me
Desperta-me desse sonho bonito

Bom dia, Marujo!


Mil amores na beira do mar…

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