Publicado en Poetisa

Sair do poema?

Escrevi… e apagarei as estrofes.



“Uma vez já estive onde você está e o que eu sou você também será.”

Masaccio


Ainda que estejas em todas as notas que descrevo.

Mesmo quando não rabisco…

mesmo quando não durmo,

mesmo quando excluo palavras.

O verso ainda fica encarando-me como quem diz: escreve, usá-nos.

E adormeço habitando cada centímetro das letras.

Como Sal, que continua sentado na beira da cama, olhando-me pestejar, enquanto sonho a escrita das palavras que ainda não existem.

Mas há. E a escrevo sob remelas de um sono leve e cheio.

Sob um sonho aromatizado, com o sussurro da dona do pôr do sol do céu rosa.

Os versos desenhando versos sobre a nuvem branca, macia e leve.

Não é tão leve assim.

É romantismo platônico, sobre observâncias singelas, distantes, caladas (não há o que dizer…),

quase brisa no ouvido, quase vento nos lábios, quase gozo do perfume.

É romantismo barato. Ébrio. Invólucro. Sóbrio… Ilibado.

Sou e estou sã, e muito consciente de onde deposito inspirações, desejos, sentidos, significâncias.

De onde anulo sem intenção.

Onde adormeço e levanto muros. Quem alimenta-me e degusta cafés mudos e silenciosos.

Ciente de onde nunca reguei uma gota. Nenhuma. De nenhuma cor. De nenhuma espécie.

Que cor seria tua gota?

Consciente de onde mergulhar… e da chuva que não deve molhar nem as mãos, nem os pés, tão pouco, os olhos.

Posso molhar teus lábios?


Um brado silencioso.

Há engrenagem…

No relógio. Na bússola. Na hélice. Na vida. No corpo. Na maré… Nos olhos. No arco de Iris. Até no cosmos…

Há beleza na existência. Harmoniosa sintonia. Sincronia. Sinfonia.

Livres… verdadeiros e zelosos, como bem ensina a leoa dos céus.

As nuvens choram. O céu clareou… me faz passarinho!

Bom dia, dia!🌻🐦💙

  • Mas, quem analisa só enxerga devaneios.

Autor:

🌱 Apreciadora de cafés e doces. De poesias, músicas, fotografias, esculturas, artesanatos, pinturas, cores, desenhos, garatujas... Aprecio culturas e artes... flores, passarinhos, plantas, insetos exóticos, peixes, águas. Comungando num rito harmonioso e encantado com a botânica e com as belezas naturais...

5 comentarios sobre “Sair do poema?

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