Publicado en Se cuida, Mulher!

A raiva legítima

Texto extraído do livro: Mulheres que correm com os lobos. p. 406



A raiva legítima

Ofereça a outra face, ou seja, ficar calada diante da injustiça ou da desconsideração, é uma atitude a ser avaliada com muito cuidado.

É uma coisa usar a resistência passiva como arma política da forma que Gandhi ensinou multidões a fazer;

já é bem diferente o fato de a mulher ser incentivada ou forçada a se calar para poder sobreviver a uma situação insuportável de poder corrupto ou injusto na família, na comunidade ou no mundo.

As mulheres nesse caso são isoladas da natureza selvagem, e seu silêncio não é de serenidade, mas representa uma enorme defesa para não sofrer violência.

É um erro que os outros considerem que, só porque a mulher está calada, isso quer dizer que ela aprova a vida que leva.

Existem ocasiões em que se torna imperioso liberar uma raiva que abale os céus. Existe a ocasião — muito embora ela seja rara, um dia decididamente ela aparece — para se liberar todo o poder de fogo que se tem.

É preciso que seja em reação a alguma ofensa grave, que tenha peso e ataque a alma ou o espírito.

Todos os outros caminhos razoáveis para a mudança devem ser tentados primeiro.

Se eles fracassarem, teremos de escolher a hora certa.

Existe sem a menor dúvida a hora adequada para soltar a raiva a todo vapor.

Quando as mulheres prestam atenção ao self instintivo, como o homem na história que se segue, elas sabem quando chegou a hora. Intuitivamente, elas sabem e agem de acordo. E isso é certo. Certíssimo.

Esta história vem do Oriente Médio. Versões dela são contadas pelos sufis, budistas e hindus. Ela pertence à categoria da história que trata da realização do ato proibido ou censurado com o objetivo de redimir a sua vida.


Entendo um juiz não ter provas para condenar alguém. Mas não entendo um estrupo sem intenção de causar dor.


Autor:

Sou apreciadora de cafés e doces, de culturas e todo tipo de arte: poesias, músicas, fotografias, esculturas, artesanatos, pinturas, cores, desenhos, garatujas. Comungo num rito harmonioso com a botânica, uns encantos por belezas naturais: céus, pássaros, flores, plantas, insetos exóticos, peixes, águas.

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