Publicado en Poetisa

O que há nas distâncias?

Se mergulhar nos olhos,

adentro no ouro brilhante nos pés.

Se mergulhar nas vísceras,

adentro o sombrio da mente.



Lava os pés. Deita o corpo.

Acaricia o rosto. Libera a alma.

Beijos úmidos na ternura do caminhar.

Dois bosques em presenças silenciosas.

Há estação no divino. Estávamos nos olhos.

Mergulha. Mergulhar o corpo na cachoeira.

Banhar-se. Molha os pés. Aos mãos.

Limpa a lágrima que ninguém viu.

Brada. Dança o canto. Canta o rezo.

Ecoa os gritos para ela. Com ela.

Ressalva. Há uma festa nas nuvens.

Tira a água. Traga o sal.

E adoça a vida, Marujo.

Adoça com o sal da pele, mas não fique insosso.


Ó, bom final de domingo.

Autor:

Sou apreciadora de cafés e doces, de culturas e todo tipo de arte: poesias, músicas, fotografias, esculturas, artesanatos, pinturas, cores, desenhos, garatujas. Comungo num rito harmonioso com a botânica, uns encantos por belezas naturais: céus, pássaros, flores, plantas, insetos exóticos, peixes, águas.

3 comentarios sobre “O que há nas distâncias?

  1. Que essa possa ser a nossa meta.

    “Se mergulhar nas vísceras,
    adentro o sombrio da mente.”

    Pois, somente quando olhamos para o mais profundo de nosso ser é que nos descobrimos.

    Le gusta a 1 persona

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